11/01/2012

Un poco de la historia del idioma español.


Historia del Idioma Español

Los primeros habitantes de lo que hoy es España se establecieron cerca de las montañas que la separan de Francia. Estos grupos hablaban una lengua que sobrevive en el idioma vasco. Los íberos se establecieron en la costa de Levante. Los fenicios fundaron la hoy ciudad de Cádiz y Málaga hacia el año 1110 A.C. Los griegos se establecieron en la región de Levante y fundaron la hoy Alicante y Ampurias.
Los celtas, procedentes del sur de Alemania, invadieron todo este territorio en el siglo VII A.C. estableciéndose en Galicia, y en la región llamada Sierra Morena. Más tarde se mezclaron con los íberos en Aragón y formaron una región llamada Celtiberia.

Antes de la llegada de los romanos, hacia 206 A.C., no existía una unidad lingüística; los grupos colonizadores conservaron y extendieron sus propias lenguas. Con la llegada de los romanos, las costumbres de estos pueblos cambiaron por completo y la lengua romana, el latín, se impuso en todo el imperio.
El latín vulgar era hablado por el pueblo de Roma (en contraposición al culto) y se impuso en todas las colonias pero con diversos matices de expresión. Ese latín se convirtió poco a poco en las lenguas romances: español, francés, italiano, provenzal, catalán, gallego-portugués, retorrománico, rumano y sardo. El latín pertenece a las lenguas itálicas y éstas al indoeuropeo (irlandés, galés, escocés, alemán, inglés, holandés, ruso, polaco, checo, búlgaro y serbocroata).

En el siglo VIII, la invasión musulmana de la Península Ibérica hace que se formen dos zonas bien diferenciadas: en Al-Ándalus, se hablarán los dialectos romances englobados con el término mozárabe, además de las lenguas de la minoría alóctona (árabe y bereber), mientras que en la zona en que se forman los reinos cristianos, desde pocos años después del inicio de la dominación musulmana, comenzará una evolución divergente, en la que surgen varias modalidades romances: la catalana, la aragonesa, la asturiano-leonesa y la gallega, además de la castellana.

El dialecto castellano primigenio se originó en el condado medieval de Castilla (oriente de Cantabria y norte de Burgos), con influencias vascas y árabes, y se expandió al sur de la península gracias a la Reconquista
Durante los siglos XIV y XV el dialecto castellano se consolidó mucho más rápido que otros dialectos hablados en España y posteriormente, con la aparición de los textos de gramática, de ortografía y con la fundación de la Real Academia de la lengua quedó totalmente establecido como la lengua oficial.

Algunas de las características distintivas de la fonología incluyen la lenición (latín vita - español vida, latín lupus - español lobo), la diptongación en los casos fonéticamente breves de la E y la O (latín terra - español - tierra, latín novum - español nuevo), y la palatalización (latín annum - español año). Algunas de estas características están también presentes en otras lenguas romances.

El aymará, el guaraní, el mapuche, el náhuatl, el taíno, el maya y el quechua, entre otras muchas eran las lenguas habladas por las diferentes tribus que habitaban América. El español llegó a América a través de los sucesivos viajes de Colón y permitió la comunicación gracias a los intérpretes en un principio, y posteriormente al mestizaje y a la Iglesia católica con su afán evangelizador.

A raíz de los viajes de colonizadores, principalmente andaluces, que pasaban primero por las Canarias y la variedad de lenguas existentes en nuestro territorio, el español americano tiene las características fónicas que hacen de él, un español distinto al hablado en España.

La Real Academia Española decidió llamar a nuestro idioma lengua española, que por número de hablantes ocupa el tercer lugar entre las lenguas del mundo con 400 millones de hablantes nativos.


Más referencias históricas: http://cvc.cervantes.es/obref/dvi/

17/12/2011

Powwow em Porto Alegre!

Tomei a liberdade de usar numa apresentação as imagens ("gentilmente cedidas Leonardo Milani") do powwow organizado pelo Luciano Monteiro em Porto Alegre (2/12/2011)com os prozianos, incluída quem vos escreve!
Foi ótimo, divertido, diversificado (quase uma Babel!) e espero que não demore um ano inteiro para se realizar outro! Abraços pessoal, e FELIZ NATAL!

Ah sim, sugiro que depois de dar Play, pressionem Full Screen (canto inferior direito!), se vê bem melhor!

24/11/2011

Por que é tão difícil traduzir um escritor brasileiro?


Entrevista a Cliff Landers concedida à Revista Veja, em junho de 2011.

Uma tradução falha custa ao autor 20 anos. Esse é o prazo para que outro profissional
possa esboçar uma nova versão da obra e, assim, tentar um improvável retorno às
prateleiras. Por isso, a tradução pode ser considerada uma arte, pelo cuidado,
dedicação e habilidade que requer. E também pelas paixões e fúrias que desperta.
Jorge Amado costumava dizer que uma boa tradução era aquela de que ele não entendesse uma palavra. Desta forma, não teria chance de ver o tempero de seus livros esvair-se
a cada página.

Em tempos de crescimento e consolidação de escritores brasileiros no exterior o americano Cliff Landers, com a propriedade que lhe é de direito, fala ao site de VEJA sobre os meandros da profissão. Um dos tradutores atuais mais requisitados – que já verteu para o inglês clássicos de Jorge Amado e José de Alencar, dos imortais João Ubaldo Ribeiro, Nélida Piñon e Moacyr Scliar, e do não menos importante Rubem Fonseca -, explica como funciona o seu ofício. E como se comporta o recluso mercado editorial americano, ideal tão distante dos escritores brasileiros.

Quais autores brasileiros e estilos literários se mostram mais difíceis para tradução?

Até hoje, tenho tido a sorte de trabalhar com autores brasileiros cujos estilos
são transparentes e compreensíveis, embora naturalmente haja traços individuais que caracterizam suas obras. Apesar de ter enfrentado pequenos problemas léxicos –por exemplo, com gíria e com questões referentes a diferenças culturais e ortográficas -, até o momento nenhum dos desafios tradutórios mostrou-se insuperável. O mais difícil, já que o inglês é uma língua pragmática, é enxugar algumas frases do português.

Qual a relação entre os tradutores e escritores? Costumam trocar ideias?

Isso depende de vários fatores: da disponibilidade do autor, do prazo de entrega
do manuscrito, da compatibilidade entre autor e tradutor e do número de dúvidas linguísticas encontradas no projeto. Alguns autores são totalmente inatingíveis, como um famoso escritor português cujo romance traduzi. Outros, como o célebre Rubem Fonseca, são cem por cento acessíveis ao tradutor e sumamente prestativos.

Que artifícios os tradutores usam para se manter fieis ao estilo do escritor?

Cada tradutor, forçosamente, tem de escolher um modo de transmitir ao leitor da
língua-alvo informações já conhecidas pelo leitor da língua-fonte. No caso de uma obra de não ficção, uma nota de rodapé chega a ser praxe. Mas o que fazer em um romance?
Eu, particularmente, procuro de evitar ao máximo o uso de notas no rodapé. Às vezes, interpolo ideias, como no exemplo: “Moram no Leblon, um dos bairros mais afluentes do Rio”, uma maneira de dar uma informação sem apelar para as notas no fim da página. Na tradução de Iracema (José de Alencar), tive a oportunidade de escrever uma “Introdução do Tradutor”, em que expliquei o vocabulário especial utilizado (oriundo do Tupi-Guarani) pelo autor. Outras vezes, busco uma ideia equivalente, e, em vez de “guaraná”, uma bebida que ninguém conhece nos Estados Unidos, escrevo “refrigerante” (soft drink, em inglês).

Na opinião do senhor, há grandes autores brasileiros que “se perderam” na tradução?

Eu diria que o exemplo clássico dessa perda é a tradução feita nos anos 1960 de
Grande Sertão: Veredas (chamada em inglês The Devil to Pay in the Backlands). Ela é considerada uma tentativa fracassada tanto no Brasil como nos EUA. E, infelizmente, quando se dá uma tradução falha, se impede na prática que se esboce outra tradução por pelo menos vinte anos. No caso da obra-prima de Guimarães Rosa, infelizmente, até hoje não houve outra tentativa. A tradução de Macunaíma (Mário de Andrade), mesmo sendo o romance mais representativo do modernismo brasileiro, foi um desastre – ainda hoje não recuperado. Mas temos de perdoar os tradutores pelas dificuldades linguísticas oferecidas por dois clássicos do século passado.

O senhor acha que existem estilos literários mais atraentes para o mercado americano?

Como foi provado pelo estrondoso sucesso da trilogia Millenium, de Stieg Larsson, o policial é um gênero que, ao que parece, nunca deixa de atrair o grande público. No entanto, para o americano o “estilo” é menos importante do que a atração intrínseca do romance. O ideal são personagens bem delineados, um enredo que prenda o leitor e algo que faça com que ele continue virando a página. Suspense é uma outra opção.

As grandes editoras se mostram receptivas aos brasileiros ou a tradução se dá principalmente pelas universidades americanas?

De modo geral, as grandes editoras americanas só se interessam em publicar traduções de obras que possuam forte potencial comercial, a chamada mentalidade jackpot. Isto é, obras de autores já consagrados – um prêmio Nobel como José Saramago -ou obras do gênero policial e de suspense. Paulo Coelho teve sucesso sem igual nos EUA não por ser um autor brasileiro,mas pela grande receptividade ao gênero autoajuda. As imprensas acadêmicas, porém, recebem melhor as obras proeminentes da literatura, porque podem ser de interesse de estudiosos. É o caso de A Formação das Almas, de José Murilo de Carvalho. Naturalmente, em se tratando de editoras universitárias, a repercussão é limitada, ficando quase exclusivamente no âmbito acadêmico, distante do grande público.

14/11/2011

Medo de cobrar o justo?

Esta charge do Mox, colega tradutor, que "emprestei" de um post da também colega Sheila Gomes reflete uma verdade comum e cruel: a nossa baixa autoestima, somada às necessidades, ou seja, aqueles pequenos vícios de cada dia como comer, pagar aluguel, sustentar família, cursos e etcéteras diversos, pode fazer estragos na nossa vida profissional! E mental!

Bem, melhor ler o post da Sheila, não é necessário levar os "empréstimos" tão longe!